terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Bancada portátil 4: visão explodida


A bancada desmontada fica desta maneira...

Agora vou detalhar, peça a peça o tamanho e o caminho seguido em cada etapa.

Eu fiz a bancada usando apenas ferramentas manuais, o que deve ter consumido cerca de 24 horas de trabalho (se tivesse trabalhado continuamente, teria feito em 3 dias.

São 8 espigas e 2 guias. Facil...e 4 rebaixos...fácil.

Vamos em frente!

domingo, 14 de dezembro de 2014

Bancada portátil 3: a madeira


A madeira já veio pré-dimensionada e para uma bancada, teve a seguinte lista de corte (Comprimento x Largura x Altura):

- Fundo
800mm X 90mm X 50mm

- Frente

800mm x 40mm x 50mm

- Laterais

250mm x 40mm x 50mm (duas peças)

- Internas

610mm x 60mm x 50mm

230mm x 60mm x 50mm

- Bloco móvel

150mm x 60mm x 50mm


Com esta lista de corte, a lista de compras ficou simplificada da seguinte maneira (consolidei os pedaços com mesma largura e espessura e adicionei 10cm em cada pedaço para ter folga:

900mm x 90mm x 50mm
900mm x 40mm x 50mm
1000mm x 60mm x 50mm

Vamos em frente!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Bancada portátil 2: tamanho



A construção desta bancada foi simples, partindo de madeira pré-dimensionada, isto é, desempenada e desengrossada, restando apenas os cortes no comprimento.

Eu usei a tauarí, madeira que eu não conhecia, mas que se parece bastante com o cedro rosa na maneabilidade, porém com forte cheiro de cebola.

Eu optei por uma construção simples e robusta, com espigas e furas nas junções.

Para facilitar, estabeleci uma medida única de espessura e largura de espiga, trabalhando com o graminho em medida padronizada.

Clique na foto para vê-la ampliada.

Vamos em frente!



quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Bancada Portátil



Eu vinha ha algum tempo "namorando" um projeto da Popular Woodworking, que é uma bancada portátil que pode ser afixada em uma mesa comum, possibilitando a execução de vários trabalhos simples de marcenaria.

O projeto original é a Milkman Portable Bench, que depois foi apresentado por um leitor da revista numa versão alternativa, com o uso de cunhas ao invés da rosca para fixação da madeira.

Vou mostrar nos próximos posts a contrução e o uso desta pequena bancada.

Vamos em frente!




sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Visita na Lie-Nielsen



Por ocasião de visita a Boston, nos EUA, e com um dia inteiro livre, decidi fazer uma visita à Lie-Nielsen, no estado do Maine.

Confesso que hesitei no início, afinal não gosto de dirigir quando estou no exterior e por conta de um problema chato de coluna, longas viagens são sempre um "tormento".

Mas acabei sucumbindo e dirigindo quase 3 horas e meia em direção ao norte do país, atravessando os estados de Massachussets, New Hampshire e Maine. A viagem é linda, peguei a época em que as árvores estão perdendo o "verde", e assumindo cores que vão do amarelo ao vermelho. Grande parte do caminho é feito em estradas muito boas, com mais de 4 pistas em cada sentido e poucos pedágios para os nossos parâmetros. A parte final fica mais apertada e passando por dentro de cidades, mas até isto vira diversão.



Ao chegar na Lie-Nielsen, já no show room eu me senti como personagem do filme "A Fantástica Fábrica de Chocolates", porém numa fábrica de ferramentas. Fui convidado a fazer um tour pela empresa toda, conhecendo todas as fases de fabricação das famosas ferramentas, com exceção da fundição que é feita numa outra empresa fornecedora do Maine.

A fábrica tem máquinas modernas, como fresas CNC, mas tem ainda muitas máquinas com mais de 50 anos, fazendo todo o tipo de serviço. Do esquadro das solas das plainas ao gume das lâminas, grande parte do trabalho é feito em máquinas. 


E é aí que entra um importante detalhe, depois de cada fase de trabalho com máquinas, todo processo de montagem e acabamento é feito manualmente, com checagem o tempo todo da qualidade, precisão e acabamento. Peças que não esteja absolutamente perfeitas são descartadas.


Ao longo de toda a visita, encontrei funcionários sempre solícitos, explicando o que faziam e muitos  surpresos pela presença de um "brazuca" naquelas bandas. A empresa parece uma grande família e acredito que seja reflexo da forma como o proprietário, Thomas Lie-Nielsen, os trata, assim como ele trata o seu próprio negócio, com seriedade, franqueza e atenção.

Tive oportunidade de conversar com ele e falar sobre as novidades que devem ser lançadas em breve. Ele é absolutamente perfeccionista e não admite lançar uma ferramenta que não esteja dentro dos padrões reconhecidos de qualidade e acabamento. Como disse antes, ele é muito franco e direto, mas muito acessível.


Depois desta visita, eu entendi o porquê das ferramentas deles serem mais caras. Empresa de porte menor, com extremo cuidado com qualidade, inspeção e acabamento manual, implicam em preços mais altos, o que não é novidade, mas agora tenho certeza que elas valem cada centavo.

Visitei ainda a sala de cursos e workshops, que fica num prédio anexo ao prédio principal. A sala é linda, o ambiente muito bom para trabalhar, muito clara e ampla. Estou de olho numa nova oportunidade de visita-los.



Ao final, de volta ao show room, testei algumas ferramentas, não resisti e acabei comprando mais alguma coisa para o arsenal. Como sempre, fiquei neurótico com peso e tamanho, comprei apenas coisas pequenas e acabei me arrependendo na volta ao Brasil.

Valeu a viagem, o Maine é lindo. Visitar a Lie-Nielsen e conhecer as pessoas que fazem estas ferramentas fantásticas foi muito bom.

Eu recomendo a visita para todos que forem à região.

Foi um grande dia!


Observação: a foto no início do post não é minha (ela foi tirada do blog Heritage School of Woodworking), eu acabei me esquecendo de tirar mais fotos, de tão interessado que eu fiquei na visita.