quarta-feira, 7 de maio de 2014

Plainas 12: plaina para borda…ou "edge trimming"…


Esta é uma plaina bastante útil e interessante…criada para ajuste ou retificação de bordas, produzindo ângulos de 90 graus…com a lâmina em diagonal, esta plaina trabalha bem tanto no sentido da fibra como perpendicular à fibra...


Esta, especificamente, é feita para canhotos, uma vez que o esciriba aqui faz uso da sua mão esquerda...

A lâmina na diagonal ajusta bastante no corte e acabamento e os furos na face perpendicular à lâmina permite usar um gabarido de madeira com ânguleos diferentes dos 90 graus...

Originalmente, a Stanley produziu a #95 somente para uso com a mão diereita, sendo a versão canhota uma adaptação dos fabricantes modernos.

Próxima...

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Plainas 10: As "router"….tupia?


As "router planes" até que poderiam ser traduzidas por plainas "tupia", pois em parte executam esta tarefa…


Elas são ferramentas fundamentais para a execução de rebaixos em espaços "confinados" ou onde uma plaina de rebaixos não poderá atuar…


Fazer trilhos, encaixes para dobradiças e mesmo para ajustar espigas…


A Stanley tinha os modelos #171 e #271 ao mesmo tempo que a Record tinha as #071, #071 1/2 e #722. As menores são bastantes úteis para pequenos ajustes em encaixes e trabalhos menores, enquanto as maiores, por razões "óbvias" funcionam em trabalhos maiores.

Pode parecer exagero, mas eu trabalho com uma de cada e a menor carrego sempre na maleta de ferramentas, ficando a maior para uso apenas quando sei que será necessária.

Próxima…

domingo, 27 de abril de 2014

Plainas 9: "Bull nose", nariz de touro…


Uma das plainas "shoulder" que eu mostrei é conhecida como "bull nose". Nesta plaina, a lâmina fica bem à frente e é usada quando o espaço para trabalho é menor.


Apesar deste desenho ser moderno (da Veritas ), ela é baseada na Record #077 e tem uma outra  característica que é a "frente removível", transformando a mesma numa plaina "chisel" (formão).


É uma ferramenta versátil, mas o uso é pouco frequente. Está também merecendo uma polida e uma camada de óleo.

Próximo…

terça-feira, 22 de abril de 2014

Plainas 8: as "Shoulder"…


As plainas "Shoulder" ("ombro" no português), ou de "topo" como são conhecidas aqui, também são ferramentas da família das "rabbet", embora com um uso mais definido. São ferramentas muito usadas no "cabinet making", ou construção de móveis.


A função destas é criar ou preparar superfícies precisas para junções e encaixes e não apenas criar rebaixos como as demais. São muito usadas para preparar e ajustar espigas, limpar encaixes e trilhos. A lateral mais alta garante um ângulo reto com a base.


Elas podem ser de metal ou madeira, sendo que no Brasil, o mais comum é encontrar plainas de topo de madeira.

A diferença entre ambas é a questão de "massa" vs. "atrito". A plaina de madeira é mais suave e a de metal, "mais firme" por ser mais pesada.

A Stanley tinha as plainas #90, #91, #92 e #93, e hoje, o que mais se vê são os modelos baseados da Record (e Preston) #041, #042, #072, #073, #074, #077 e a #311, que é um modelo bastante versátil.

Próximas...

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Plainas 7: as "bevel up"…ou "low angle"



As plainas "block" têm uma grande diferença em relação às plainas de bancada padrão: a lâmina é assentada diretamente na base da plaina, sem o conhecido "frog" (em português eu encontrei "contra-ferro inferior") e com o gume para cima ("bevel up")

Pois há um outro grupo de plainas que também tem a lâmina fixada da mesma maneira  ao corpo da plaina e que são conhecidas como plainas "low angle" (ou ângulo baixo) ou às vezes como "bevel up"


Estas plainas são muito versáteis e podem, com mais de uma lâmina atender a vários objetivos diferentes.

As lâminas são assentadas a 12 graus, têm o gume virado para cima, e com o gume primário em 25 graus, dão um ângulo de ataque de 37 graus. Este ângulo, permite o trabalho da plaina no sentido perpendicular à fibra de forma muito eficiente. Um gume secundário de 33 graus a coloca na mesma condição de uma plaina de bancada padrão, com ângulo de ataque de 45 graus. Com um gume secundário de 38 graus, temos um ângulo total de ataque de 50 graus, muito eficiente para madeiras duras e de fibras que mudam de direção constantemente, evitando o desagradável "tear out", que são aquelas marcas difíceis de tirar, que são as fibras quebradas.

Logo, uma plaina destas com um jogo de duas ou três laminas, cada uma com uma afiação diferente, proporciona uma gama de serviços diferentes de forma bastante eficiente e para vários tipos de madeira diferente.


Nas plainas Stanley, são as modelos #62 ("jack") e a #164 ("smooth"). São plainas difíceis de encontrar no exterior, e aqui devem ser raríssimas. Dada a versatilidade destas plainas, tanto a Lie-Nielsen como a Veritas tem seus modelos "bevel up" semelhantes às Stanley, mas ainda adicionaram plainas "jointer" e "jack rabbet".

Próxima…