Mostrando postagens com marcador ferramentas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ferramentas. Mostrar todas as postagens

domingo, 18 de setembro de 2011

Ferramentas: Plaina de rebaixos PEQUENA


A primeira plaina de rebaixos que eu comprei foi a Lie Nielsen pequena.

Inspirada no modelo 71, porém no tamanho da Stanley 271 (que tem formato quadrado na sola), funciona bastante bem para rebaixos e encaixes pequenos, principalmente em superfícies estreitas ou espaços limitados. Para espigas fica um pouco difícil trabalhar porque acaba sendo muito "curta".

Na minha opinião não chega a ser tão versátil como a sua "irmã maior", mas são complementares! A 271 é usada com muito mais frequência que a menor. Ainda assim, é uma ótima ferramenta.

Eu comprei direto no site do fabricante e trouxe direto por correio, regularizada. Custou algo equivalente a R$ 300,00 (preços e câmbio de hoje), sendo que o preço lá fora é de US$ 80,00! A Veritas também tem o seu modelo.

Este modelo menor eu não vejo a venda no mercado de ferramentas antigas há muito tempo!

Henrique

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Ferramentas antigas - dicas


Uma alernativa à escassez de ferramentas boas no Brasil, é comprar ferramentas antigas.


Como durante muito tempo elas vinham todas de fora, ainda é possível encontrar muita coisa boa a preços "razoáveis", e ainda encontrar coisas mais raras.


Antes de comprar, eu faço uma pesquisa para saber exatamente o que estou comprando, se é realmente antiga, ou se é boa.

Existem vários sites nos EUA e na Inglaterra a respeito destas ferramentas. São verdadeiros "fanáticos" que mantém sites com catálogos, com detalhes de cada época, descrições e históricos de marcas ou tipos de ferramentas.

Os que eu mais gosto são:

- Disstonian Institute - Serrotes

Hyperkitten - Plainas e outras ferramentas

- Old Tool Heaven - Furadeiras manuais Miller Falls

- Record Planes - Plainas e ferramentas Record

- Rexmill - Plainas Stanley

- Supertool - Superior Works - Plainas Stanley

Além de darem muita informação para identificar e datar as ferramentas, alguns oferecem ferramentas ou têm links para vendas em sites como o Ebay, onde é possível fazer cálculo de quanto custaria por aqui.

Aqui no Brasil temos  site Ferramentas Antigas, do Jayme Baccari, que também tem um estande na feira da Praça Benedito Calixto. Em várias cidades existem feiras de usados ("feira do rolo") e ainda tem o Mercado Livre que sempre tem coisa interessante.

O fórum GDM tem um tópico para vendas e compras.

Henrique

domingo, 11 de setembro de 2011

Novo compasso...ou "divider" (divisor)?



Nova aquisição na barraca do Jayme Baccari na feira de antiguidades de ontem. Lufkin

Na literatura inglesa esta ferramenta é conhecida como "divider". É usado principalmente como instrumento para repetir uma medida, sem risco de erros. Este é de 3" da Lufkin.

Aqui eu conheço como compasso, mas para este fim eu uso um com uma ponta com lápis.

Este tem duas pontas secas.

Vai se juntar aos outros três, que vou mostrar algum dia destes!


Henrique

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Ferramentas: Plaina Block


Quando o hobby começou a ficar um pouco mais sério, eu decidi comprar uma plaina "premium". A opção razoável era uma plaina "block"


Eu levei varias semanas pesquisando ("namorando" como diz a Flávia!) quais os modelos e marcas disponíveis, quais seriam as vantagens e desvantagens de cada modelo. Um processo que eu faço até hoje quando vou comprar qualquer ferramenta (dicas).


E optei por um modelo que fosse "rabbet". A "rabbet" não tem controle da abertura da base, entretanto com a lâmina indo de "fora-a-fora", eu poderia usá-la como plaina de topo.


 Eu uso também para este fim até hoje, quando preciso limpar e acertar abas e faces de espigas ou mesmo fazer alguns rebaixos em bordas.


A Lie-Nielsen Rabbet Block Plane além de "rabbet" é ainda "Low Angle". Durante um bom tempo usei ela com um segundo gume ("secondary bevel" a 30 graus) por conta das madeiras mais duras que uso regularmente. Mas já estou prestes a voltar para a afiação original (25 graus).

A Veritas também tem plainas "block". Inclusive com mais opções e vários acessórios, como cabos para manuseio como plaina grande, guias para chanfros a 45 graus, etc...

Ambas fabricantes são excepcionais!

Foi uma ótima aquisição!

Henrique

domingo, 28 de agosto de 2011

Lâminas preparadas...


Passei o dia dando um "trato" nas lâminas das plainas...

Fiz o processo básico com lixa 320 e pedras de gramatura 1000 e 6000 (ambas previamente niveladas!).


Usei uma guia para manter o ângulo de 25 graus para fazer o desbaste inicial na lixa e depois na pedra 1000.

Após isto usei a pedra 6000 e a regulagem para gume "secundário"(secondary bevel) na guia, com 27 graus. A mesma pedra foi usada para "limpar" o dorso da lâmina.


Resultado final...na  Lie Nielsen 5 1/2 e na Record #6.

O vídeo abaixo é muito bom para quem quer conhecer o processo...



Henrique

sábado, 27 de agosto de 2011

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Crise financeira...era só esta desculpa que faltava...


Eu ia "niquelar" a minha Record 043 e já tinha tinha preparado um post a respeito (veja abaixo). Mas a alta dos metais, causada pela crise financeira na Europa e EUA, teria afetado o mercado de tal maneira que o preço da "niquelação" ia ultrapassar o preço da plaina! Um caso clássico do "molho ficou mais caro que o peixe"!

Só que fui checar o preço do níquel...ele está em queda no ano...tem algo de estranho nesta conversa!

Por ora vou me contentar em encontrar a lâmina de 1/8" que veio faltando e continuar com ela com a mesma cara!

Henrique


Plaina Record 043 - desmontada

Os "puristas" vão me xingar...

Mas decidi que vou niquelar a minha Record 043.

Ela é antiga, mas decidi deixar com cara de nova...

Nos próximos dias teremos novidades...

domingo, 21 de agosto de 2011

Ferramentas: Raspadeiras


As raspadeiras, ou raspilhos, são ferraments básicas, baratas e injustamente relegadas a um segundo plano.

Acredito que a facilidade de dar acabamento com lixas, usando uma lixadeira elétrica, e a dificuldade de se obter o apropriado "fio" (gume), trasformaram este simples pedaço de metal numa ferramenta de segunda classe!

Eu não concordo com esta "visão", aliás, detesto lixar!

É verdade que em madeiras mais moles, as raspadeiras não funcionam. Porém o acabamento em madeiras duras, com raspadeira é absolutamente superior ao obtido com a sequencia interminável de lixas. A madeira fica brilhante, lisa e macia, ao contrario do resultado obtido por horas lixando!


Eu tenho dois jogos:

Um par de raspadeiras retas da Lie Nielsen e um jogo de raspadeiras curvas da Pax, adquiridas na Tools For Working Wood. Mas podem ser encontradas facilmente no Brasil!

Recentemente adquiri uma plaina raspadeira, que pretendo "estrear" no acabamento da minha bancada.


Esta é a minha ferramenta preferida para acabamento!

sábado, 20 de agosto de 2011

Plainas, uma visão geral...

Fonte da imagen: Popular Woodworking

Num tópico do fórum GDM (Guia do Marceneiro), discutíamos as diferenças entre vários tamanhos e tipos de plainas. Muito já tinha sido falado, quando o Tomazelli fez uma explicação clara, curta e precisa da utilidade de cada uma das diferentes plainas. Ficou tão boa que pedi autorização para reproduzir esta "geral" aqui!

Segue abaixo:

"Para fins educativos eu gosto de dividir as plainas de bancada (bench planes) em três tipos básicos. 

Para acabamento ou smooth 
É toda plaina usada na etapa final, para dar à madeira um acabamento. As plainas usadas para dar acabamento geralmente são a #3, #4 e #4 1/2. Essas são plainas bem parecidas, com o tamanho variando pouco. 

#3: Plaina com 20 cm (8”) de comprimento, lâmina com 4.5 cm (1 3/4”) de largura. Pequena e limitada, interessante apenas se for usada para peças pequenas. 
#4: Plaina com 24 cm (9 1/2”) de comprimento, lâmina de 5 cm (2”) de largura. A mais comum das plainas de acabamento. 
# 4 1/2”: Plaina com 26,5 cm (10 3/8”) e comprimento, com lâmina de 6 cm (2 3/8”) de largura. Interessante para se usar em peças largas. 

O tamanho delas varia e deve ser adequado ao tipo de trabalho, se forem peças pequenas, umas #3 dá conta do recado, para peças maiores, uma #4, e para peças mais largas, uma #4 1/2 seria ideal. Essas plainas não precisam ser longas pois presume-se que as peças já estejam retas, prontas para dar acabamento. Nada impede que usemos uma #8 devidamente preparada para dar acabamento, mas o peso dela cansaria o operador. 

Como são plainas para acabamento vão ser usadas com muito pouco ferro exposto, comendo pouca madeira, e a boca delas deve ser bem fechada. Quanto mais fechada a boca de uma plaina, menor a possibilidade de lascar a madeira, assim, quanto mais fechada a boca, melhor. O quanto fechada? O mais fechada possível, deixando espaço suficiente para dar passagem ao cavaco e evitar entupimento. Pelo mesmo motivo devem ter uma base bem retificada, reta, principalmente na região anterior à boca da plaina. 

Plaina desempenadeira para desbaste 
É a plaina usada na etapa inicial de preparo da madeira. Antes mesmo de passar uma plaina maior para nivelar, desempenar realmente a madeira. As plainas desse tipos são a #5 e a #6. 

#5: A plaina tem 35,5 cm (14”) de comprimento, e lâmina com 5 cm (2”) de largura. 
#6: É uma plaina um pouco maior, com 45,5 cm (18”) de comprimento, lâmina de 6 cm (2 3/8”) de largura. Fica em um ponto intermediário entre as plainas para desbaste e as plainas para nivelar. 
#5 1/2: É uma plaina com a lâmina de 6 cm (2 3/8”) de largura, mas com um comprimento menor, de 37.5cm (14¾" ). É praticamente uma #5 com um lâmina mais larga. 

Como são plainas para desbaste onde vamos comer bastante madeira, usamos elas com baste ferro para fora, comendo bastante madeira, e por isso precisam de uma boca mais aberta para dar passagem a cavacos mais largos. Como são plainas para uso inicial, não exigem uma base tão perfeita quanto as plainas para acabamento. Em compensação pedem um ótimo ferro (lâmina), pois como vão ser usadas para desbaste grosso, o desgaste do ferro vai ser grande; o ideal é que seja um ferro feito de aço A2, um aço ferramenta ideal para aguentar o desgaste. 


Plaina para nivelamento ou jointer 
São as plainas usadas para nivelar a superfície. Por isso são plainas grandes, para que seu comprimento sirva de referência e permita que a superfície seja nivelada. A base da plaina não precisa estar espelhada e polida como as plainas de acabamento, mas deve estar perfeitamente reta pois se aplaina estiver torta vai produzir uma superfície igualmente torta. Aqui entram as plainas #7 e #8. 

#7: Tem comprimento de 56 cm (22”) e lâmina com 6 cm (2 3/8”) de largura. 
#8: Tem comprimento de 61 cm (24”) e lâmina com 6,7 cm (2 5/8”) de largura. 

Como são plainas que vão ser usadas para nivelar, depois que grandes empenamentos da madeira já foram retirados com uma plaina de desbaste, elas não precisam ter uma boca tão aberta, vão ter uma boca intermediária, entre uma plaina de desbaste e uma plaina de acabamento. 


Isso tudo em termos gerais, pois na marcenaria tudo é relativo, isso é uma das coisas que me fascina na marcenaria, pois cada peça é um caso diferente. Se eu estiver trabalhando e fazendo caixinhas, onde o comprimento das peças é de 20 ou 30 cm, não preciso usar uma plaina grande e pesada como uma #7 ou #8 para desempenar, posso perfeitamente usar uma #5 como jointer,; se forem peças menores ainda, posso usar mesmo uma #4 para desempenar. 

Outra ressalva a ser feita é com relação a #5. É uma das plainas mais versáteis, pode ser usada como jointer para peças pequenas, como plaina de desbaste para peças maiores, ou mesmo para acabamento desde que esteja com a base bem retificada e a lâmina bem afiada. 

Eu citei que a sequência de plainas é geralmente a de desbaste (#5) para tirar o empeno maior da madeira, depois a desempenadeira (#7 ou #8) para nivelar, e por último, antes de montar as peças uma plaina para acabamento (#4). Mas se a madeira estiver praticamente reta, se for uma madeira bem serrada, nem precisamos usar a plaina de desbaste (#5), podemos ir direto para a plaina desempenadeira (#7 ou #8). 

Mesmo que a peça esteja bem empenada, nada impede que usemos logo de início uma #7 ou #8, mas como são plainas mais pesadas e que comem menos madeira, vamos demorar mais, gastar mais tempo e energia com elas. Mais fácil é usar uma plaina de desbaste (#5) com bastante ferro exposto, tirar o empeno maior em poucas passadas e depois que a madeira estiver mais reta passar para a plaina desempenadeira. 

E por fim, isso tudo se tratando de trabalho manual. Se a pessoa possui uma desempenadeira e uma desengrossadeira, a plaina que ela vai usar mais será uma plaina de acabamento, uma #4. Se bem que uma #5, pela versatilidade dela, é sempre bom ter na marcenaria também. 

No caso da block é uma plaina com a lâmina ao contrário, com o chanfro do fio virado para cima, e que pode ser usada com apenas uma mão. É uma plaina também extremamente versátil, multi-uso e que eu deixo sempre dentro do cocho da bancada, uso para chanfrar bordas, retificar encaixes, aplainar áreas com veios difíceis (por ser menor é mais manejável), etc. Acredito que uma das coisas que a deixa tão versátil é que pode ser usada com apenas uma das mãos, deixando a outra mão livre para segurar a peça a ser trabalhada. Fazendo uma comparação tosca com um guerreiro de antigamente a block não seria a espada longa, usada com duas mãos, mas seria uma faca ou punhal usado sempre junto ao cinto, versátil e sempre à mão, usado em muitas coisas, tanto para cortar um pedaço de comida como para cortar uma corda, ou mesmo cortar a garganta do inimigo se fosse o caso. 

Grande abraço!

A. Tomazelli"

Não deixe de visitar o blog Madeira em Arte do Tomazelli (http://aluiziotomazelli.blogspot.com/) e o GDM (http://www.guiadomarceneiro.com/)


E no assunto "plainas", eu estou em fase final de tradução da matéria  "Understanding Bench Planes", do Christopher Schwartz e que foi publicado pela Popular Woodworking em outubro de 2008. Tudo devidamente autorizado por eles mesmos!

Henrique

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Video Plaina de rebaixos (router plane)

Semana passada eu fiz um post a respeito da plaina de rebaixos.

Eu encontrei este vídeo no canal de youtube da Lie Nielsen...


Não precisa ser fluente em inglês para entender como funciona e os usos da plaina!

Henrique

sábado, 13 de agosto de 2011

Plaina Record 043 (Plough plane)


Na feira da Pça Benedito Calixto eu encontrei uma Record 043.


Há muito vinha tentando comprar uma, inclusive no ebay. O Jayme Baccari tinha uma!


Esta plaina foi produzida entre os anos de 1934 e 1978...


Ela é usada para abrir "rasgos" para encaixes, e no caso da minha está com a lâmina de 1/4" (~6mm). Originalmente ela vinha com lâminas de 1/8", 3/16"e 1/4", tem uma guia para manter o "rasgo" paralelo à lateral da peça de madeira e tem uma guia de profundidade (que está faltando na minha)

Agora preciso encontrar uma lâmina de 1/8"...a guia de profundidade vou improvisar...

Eu fiquei muito contente com esta aquisição!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Ferramentas: Plaina de rebaixo (router plane)


A plaina de rebaixos não é uma ferramenta que eu uso todos os dias, mas em certas situações como fazer rebaixos e encaixes ou ajustar e preparar "espigas" ela é insubstituível. Para quem gosta de trabalhar só com ferramentas manuais, em "old fashioned way", ela é obrigatória!

Esta plaina é uma ferramenta bastante antiga, a primeira patente é de 1884, e os modelos mais conhecidos são a Stanley 71 e Record 071. Existe uma versão pequena destas plainas, que vou tratar em outra oportunidade.

Eu uso a Lie Nielsen 71, que segue o modelo homônimo da Stanley. Depois de procurar muito por uma Stanley ou Record antiga, sem sucesso, acabei trazendo a minha numa viagem ao exterior. A Veritas também tem o seu modelo de plaina de rebaixos, que também é excepcionalmente bem feita.

As plainas da Lie Nielsen e Veritas custam em torno de US$ 145,00 que, com frete e impostos (para importação direta e regularizada pela RF), chegam na sua casa a um custo aproximado de R$ 550,00.

No Brasil às vezes consegue-se encontrar algumas Stanley 71 (e sua variante 71 1/2) usadas em feiras de antiguidades. Conversando com o Jayme Baccari, descobri que ele tem esta 71 1/2 em bom estado, à venda num site de leilões.


Pelos detalhes mostrados na foto e os dados obtidos no site Hyperkitten, esta parece ser uma 71 1/2 Type 4, produzida entre 1911-1924!


Se você tiver interesse, clique aqui para ver esta oferta!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Ferramentas antigas: furadeiras


Esta é uma Miller Falls número 5, fabricada inicialmente em meados dos anos 30 e depois retomada por breve período nos anos 60.


Esta segunda é uma Miller Falls 2500 A, do início dos anos 50.

Nos EUA são apelidadas de "egg beater drills"(batedeira de ovos). Ambas funcionam perfeitamente, embora mereçam uma boa limpeza, ou quem sabe um restauro.

São fruto da "caça" por este tipo de ferramentas, antigas e muito boas. Stanley, Miller Falls, Record, Disston e outras.

Vale tudo...visitar antiquarios, feiras de antiguidades e sites de leilões!

domingo, 7 de agosto de 2011

Feira de Antiguidades


Ontem estive na Praça Benedito Calixto. A feira é um programa legal, levei os filhos e me diverti explicando como funcionavam coisas básicas da minha infancia, como aquelas vitrolas portáteis da Philips ou aqueles telefones, a disco, de baquelite!

Fui especialmente para visitar o estande do Jayme Baccari, que é muito bom. Ele tem ferramentas lindas como a Stanley 45, da foto abaixo, em perfeito estado de conservação e um jogo de lâminas para a Stanley 55 (serve na 45), que é bem raro!


Gostei do jogo de goivas para torno da Disston, na caixa original...


E várias outras ferramentas para todos os gostos e necessidades!


O Jayme tem um site só sobre ferramentas antigas, o Ferramentas Antigas, e tem algumas preciosidades à venda em sites de leilão.


Ele levou uma Record 043 que eu havia encomendado e que vou mostrar num novo post ao longo da semana!

sábado, 6 de agosto de 2011

Final de semana: É dia de feira...


Eu não sou frequentador assíduo de feiras de antiguidades...mas neste final de semana vou visitar uma.

Em São Paulo temos a da Praça Benedito Calixto (no sábado), a do Bixiga e do Masp (ambas no domingo).

Há pouco tempo atrás estive na feira do Bixiga, e vi muitas ferramentas antigas à venda. E há, inclusive, um estande especializado em ferramentas.

Na feira da Praça Benedito Calixto, que quero ir neste final de semana, confesso que não piso há mais de 15 anos! Nela sei que tem um estande de ferramentas muito bom, do Jayme Baccari.

Vale lembrar que as ferramentas antigas, principalmente plainas Stanley e Record são muito superiores às ferramentas produzidas atualmente!

Quem sabe tenho sorte neste final de semana?!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Ferramentas antigas: Stanley # 12


Esta é uma plaina raspadeira Stanley #12, razoavelmente rara no Brasil.


Este modelo de plaina  começou a ser produzida 1869 e foi descontinuada em 1947. O cabo é de jacarandá, os botões de ajuste em bronze.

Adquirida recentemente, será usada no acabamento da bancada.

Seguindo o "old fashioned way", eu troquei a lixadeira pela raspadeira!

domingo, 31 de julho de 2011

Ferramentas no Brasil


No Brasil temos 3 opções: ferramentas nacionais, ferramentas importadas e ferramentas antigas.

As ferramentas nacionais, salvo raríssimas excessões, são de baixíssima qualidade. O que ainda se produz aqui, para competir com as chinesas e indianas, acaba sendo de baixa qualidade.

Das importadas, temos as feitas na China, na India ou alguma outra de algum lugar diferente (Portugal, por exemplo), mas também de qualidade mediana.

Boas ferramentas antigas são conseguidas com muito esforço de busca e muita sorte, senão caímos novamente em ferramentas ruins ou mal cuidadas. As feiras de antiguidades e sites de leilões são fonte para estas ferramentas.

Não temos chance de comprar ferramentas importadas, de qualidade, por preços honestos. Temos que pagar quase 100% em impostos se fizermos tudo direito. São impostos em cascata e ainda incidentes até sobre o custo do frete!

A tributação, disfarçada de proteção à indústria nacional, criou este círculo vicioso, ninguém investe em ferramentas de qualidade, porque são caras, então ficamos entalados com tanta porcaria. Para competir os nacionais passam a fazer porcarias, e os importadores trazem ainda outras porcarias e assim vai.

Quando será que vamos poder optar por uma Lie Nielsen, por uma Veritas ou mesmo a Stanley trará ferramentas decentes para o país?

Vamos lutar! Vamos em frente!

sábado, 30 de julho de 2011

Ferramentas - dicas para quem vai comprar




Eu sigo algumas regras básicas quando vou comprar uma ferramenta. Estas regras servem como dicas para os iniciantes:

1) Qualidade vem em primeiro lugar. Acabamento, resistência, durabilidade e precisão são fundamentais;

2) Não existe substituto para coisa boa. A ferramenta mediana produz resultado mediano e acaba gerando frustração;

3)  Pesquisar antes de comprar. Antes de comprar eu consulto site do fabricante, revistas, blogs especializados e livros para saber mais a respeito de cada ferramenta. Comprar por impulso pode significar prejuzo;

4) Fabricante sério, é recomendado por muita gente. Se eu não encontrar nenhuma referência, eu não compro. O risco de entrar em “fria” é bem alto.

5) Eu compro sempre o melhor que eu puder. Mesmo que para isto eu tenha que me programar e montar meu “arsenal” devagar.

Vamos em frente!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Ferramentas - Arsenal


Quando eu comecei o hobby de marcenaria, tive grande dificuldade em decidir o que comprar para montar meu "arsenal" de ferramentas.

Ao longo destes últimos anos, das várias ferramentas que eu comprei, muitas foram extremamente úteis e outras surpreenderam pela qualidade. Algumas não foram de grande serventia, ou eram de qualidade duvidosa. Foi um caminho de erros, acertos e muitos gastos...

Vou começar a descrever as ferramentas que acho fundamentais, que compõe o meu "arsenal" atual e futuro.

Espero que ajude outros marceneiros iniciantes ou experientes!

Estou aberto a sugestões e críticas...

Vamos em frente!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Final de semana com marcenaria...

Comprei um lote de pranchas que, segundo o vendedor, eram de amendoim...


Neste final de semana vou colocar as duas plainas para trabalhar.


Vai ser Record #6 vs. Lie Nielsen # 5 1/2

Vamos em frente!